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CMM • Coleção de Malacologia Médica
A Coleção de Malacologia Médica, CMM, , localizada no Laboratório de Helmintologia e Malacologia Médica (LHMM) no Instituto René Rachou, conta com aproximadamente quatorze mil exemplares de moluscos límnicos de importância médica e veterinária, provenientes do Brasil, Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, França, México, Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.


Fig. 1. Biomphalaria glabrata
O acervo é composto por representantes dos gêneros Biomphalaria Preston, 1910, LymnaeaLamarck, 1799, Pseudosuccinea (Say, 1817), Galba d’Orbigny, 1835, Physa Draparnaud, 1801; Drepanotrema Fischer & Crosse, 1880; Helisoma Swainson, 1840; Melanoides Olivier, 1804. No Brasil algumas espécies podem atuar como hospedeiros intermediários dos trematódeos Schistosoma mansoni Sambon, 1907 (Biomphalaria) e Fasciola hepatica (Linnaeus, 1758) (Pseudosuccinea e Galba), respectivamente, agentes etiológicos da esquistossomose mansoni e da fasciolose hepática. Esta Coleção está diretamente relacionada com as atividades de pesquisa e Serviço de Referência em Esquistossomose do LHMM sendo constituída, em sua maioria, por moluscos do gênero Biomphalaria.

A CMM tem como missão fortalecer a relação entre pesquisa, educação e saúde proporcionando estudo, documentação de moluscos de importância médica e veterinária, formação de recursos humanos, permuta de materiais com outras instituições e manutenção do acervo com representantes de moluscos de importância médica, além de colaborar na elaboração de programas de controle de doenças junto aos órgãos de saúde.

Os moluscos dos gêneros Biomphalaria, Lymnaea, Pseudosuccinea e Galba, que chegam a CMM, via pesquisa, referência ou de outras coleções, quando vivos são examinados para verificação de infecção por trematódeos. Posteriormente, os exemplares separados por pontos de coleta (máximo seis), são fixados e separados em três partes: concha (mantidas a seco em frascos contendo algodão), corpo (acondicionado em frascos contendo fixador Raillet-Henry) e um pequeno fragmento da região cefalopodal (armazenado em tubos de polietileno e criopreservado à temperatura de - 70°C). Estas três partes recebem a mesma codificação numérica e passam a pertencer ao acervo da CMM, tendo seus códigos registrados no Livro Registro de Recebimento de Moluscos e no programa Excel (livro de tombo). Um exemplar por ponto de coleta é utilizado para identificação morfológica e molecular.

A CMM disponibiliza seus dados na rede speciesLink desde 2010, possibilitando maior visibilidade, disponibilidade de dados e divulgação das informações.
















Fig. 2. Corpo, concha e fragmento da região cefalopodal
de Biomphalaria armazenados na CMM



© 2018 Coleção de Malacologia Médica, Instituto René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz